| Fusões à vista? |
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Foto: Frederico Cavalcante
Em um momento em que a economia parece dar sinais que esta saindo do núcleo da tempestade, é no mínimo adequado abordar o comportamento das empresas aéreas e as tendências do setor, no caso o Latino Americano.
No reboque da recente fusão entre a companhia aérea Avianca da Colômbia e a TACA de El Salvador, não seria surpresa se novas fusões acontecessem na América Latina, acompanhando inclusive a tendência de outras fusões, anunciadas em várias partes do mundo. Já existem rumores de mercado de uma movimentação da Aeromexico, que estaria propensa a uma associação, criando outro grupo forte neste setor. A LAN-Chile já vem sinalizando há tempo o interesse em parcerias, principalmente no Brasil.
Segundo a IATA, o trafego na América Latina cresceu 3,4 % em setembro, à frente de um aumento de 2,1% na região Ásia-Pacífico, em comparação com o mesmo período do ano passado. A América do Norte, em contraste, viu uma queda de 2,4%, enquanto as transportadoras da Europa amargaram um declínio de 4,2 %.
Os mercados de grandes companhias aéreas do Brasil, Chile, Colômbia e Argentina, em particular, têm se mostrado robustos e despertado, portanto, o interesse de se criar sinergia através destas parcerias. Há enormes vantagens em adotar parcerias criando-se “hubs” e a conseqüente expansão das operações, pois uma companhia aérea só tem a melhorar em eficiência e estímulo para gerar mais tráfego. Com indicadores econômicos fortes a América Latina tem, assim, potencial para impulsionar a atividade de aviação.
O fato novo não são as fusões entre empresas dentro do mesmo pais, mas empresas envolvendo mais de uma nação. A recente fusão Avianca-TACA mostrou, inclusive, que alguns países da região superaram os instintos nacionalistas que no passado impediram este processo com parceiros estrangeiros.
Com uma trajetória concisa e de enorme potencial, a América Latina poderá ser palco para novos movimentos neste mercado significativo, e o Brasil não está indiferente. Um dos passos mais significativos neste sentido foi dado pelo Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac), que aprovou texto de projeto de lei que altera o Código Brasileiro de Aeronáutica para ampliar a participação de capital estrangeiro nas empresas aéreas de 20% para 49%, já tramitando no Congresso propostas sobre a ampliação do capital estrangeiro em companhias aéreas brasileiras. Portanto, façam suas apostas. |






