| Ásia, uma fronteira a ser explorada no mundo dos jatos corporativos |
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Foto: Fábio Laranjeira
Já há algum tempo o mercado asiático é apontado como de um enorme potencial para fabricantes de jatos corporativos. Em uma região de grandes extensões territoriais, aliadas ao forte crescimento econômico, a Ásia surpreende negativamente neste setor. A promessa da região, até agora, provou ser uma espécie de miragem, com apenas cerca de 400 jatos privados voando em toda a Ásia-Pacífico, incluindo Austrália, Índia e China.
No entanto, com a sinalização recente do governo da China em adotar uma flexibilização da regulamentação aeronáutica (excetuando-se as rotas comerciais, o espaço aéreo sobre o continente chinês está sob administração militar e, segundo as regras atuais, os jatos privados são obrigados a solicitar o sobrevôo destes pais, juntamente com o plano de vôo, com pelo menos um dia de antecedência) fica evidente que existe um sinal encorajador nesta área. O mercado, principalmente chinês, se rende à necessidade deste importante meio de transporte, embora lentamente. De acordo com um recente relatório do Morgan Stanley, o governo Chinês há pouco eliminou uma taxa de US$ 4.400 por plano de vôo, e concordou em cortar as taxas e impostos sobre as compras de jatos executivos.
Esta mudança foi apenas anunciada em Setembro, mas feita tão silenciosamente que os resultados verdadeiros têm ainda de serem calculados. O mercado chinês já pode ter começado a reagir, depois do anúncio de cinco novas aeronaves Gulfstream G650/G550s encomendadas por clientes chineses .
Existem vários obstáculos além da regulamentação, como treinamento de pilotos, infra-estrutura e logística, tanto de apoio como de manutenção, para abrigar a possível demanda para jatos executivos.
Se estes obstáculos forem paulatinamente superados as perspectivas de demanda são brilhantes, ainda mais agora com o arrefecimento da crise econômica global.
Segundo o último Relatório Hurun, o equivalente chinês da Lista Forbes mostrando as pessoas mais ricas, divulgado em Outubro, a fortuna média das 1.000 pessoas mais ricas da China aumentou em 30%. O relatório perfila o típico "rico" com uma média de idade de 50 anos, tendo prosperado desde o desenvolvimento economico nos últimos 16 anos. Ele é mais jovem do que seu perfil similar nos EUA ou europeu, e sua riqueza esta crescendo mais rapidamente. Ele gosta de viagens de lazer e está gastando 20% mais tempo em viagens de negócios do que fez exatamente um ano atrás.
A China é um dos paises que mais crescem no mundo, junto com Brasil, Rússia e Índia. Não há dúvida de que a flexibilização das restrições e requisitos chineses terá resultado significativo em termos de negócios nas vendas de jatos . Sorte de nossa Embraer. |





